Chôva
Dezembro 31, 2007, 12:09 am
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ME DEVOLVE ESSE DESESPERO

QUE FERE ATÉ A PRÓPRIA DOR

ME DEVOLVE TUDO QUE FAZ PARTE

DAQUILO QUE NUNCA FOI AMOR.

TEU TEMPO

TUA ANGÚSTIA

TUE DESTINO

ME REBUSCA,

NÃO CHOVEU AMANHÃ,

E O DIA FOI FELIZ,

VC NÃO ME VIU CHEGAR

E MORREU POR QUE QUIS.

NADA CHOVEU SEM VC,

QUANTA DOR E PAZ

NADA CHOVEU SEM VC,

É O QUE VC ME FAZ.

TUDO FUGIU POR UM TRIZ,

QUANDO NADA ACONTECEU.

NADA CHOVEU SEM VC

E O TEMPO SE PERDEU,

QUANTAS TONELADAS DE TREVAS

VC ESCONDEU EM SÍ

PRA DEIXAR DE CHOVER

PRA ME DEIXAR SÓ AQUI.

QUANTOS DIAS ESCUROS

VC ESQUECEU,

E FOI PRA LONGE DE MIM

E NADA EM VC CHOVEU…

ELE OLHAVA PARA O NORTE

QUERENDO VOLTAR

NADA EM VC CHOVEU

SÓ SEU SOPRO PELO AR.



A canção proibída
Dezembro 30, 2007, 1:37 pm
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O teu rosto aceitável

Por detrás da tela fria de luz

 

Quanto pavor e paz.

 

Teu olhar entrecortado

 

A própria desgraça me traz

 

Que a eternidade me aprisionasse

 

No instante em que tocasse os lábios de Tielve,

 

Que a vida se dissipasse

 

em um segundo de teu afago.

 

Quanta vida te daria,

 

E até a morte entregaria

 

Por um milésimo de teu toque.

 

Quando teu sorriso existe

Por traz do vidro impessoal,

 

Sinto que a eternidade é só um passo,

 

Perto de ter sem final…

 

Mas quando teu sorriso se disperssa

 

Esmaecendo devagar

 

Junto a sala escurecida

 

Desligo a tv,

 

E retorno ao inferno da minha vida.



Assim que as últimas árvores terminarem de deitar-se ao chão.
Dezembro 28, 2007, 8:28 pm
Arquivado em: poema

Aquele frio que era alí tão só no seu olhar

que estando lá não era são

aquele olhar que azul vazio

longe de qualquer compreenção.

Depois de beijada aquela face agora esconde-se

da boca que ria e agora longe…

do desespero comun dos que se perderam

daqueles que como ela amaram…

e morreram.

Refazendo a cena do escuro silêncio sentido do som

à margem de um rio que não corria

a sua voz que mesmo sem frio tremia

coroando a morte como único dom.

E me trazia beijos, aquela falha carcaça a me corromper

e me roubava os medos, sem que eu pudesse saber

e me tocou indecente, inocente e senssata a pouco

e se demorou sorridente, nas partes mais quentes do meu corpo.

À noite quando dormia, sonhava com a morte

perdida por entre as árvores da floresta confusa

os gritos interiores de tua boca muda

me abandonaram à própria sorte.

E vôou natural com a brisa

aquele mantra triste e forte

chorando pelas árvores caídas

abandonadas no fundo do bosque.