Assim que as últimas árvores terminarem de deitar-se ao chão.
Dezembro 28, 2007, 8:28 pm
Arquivado em: poema

Aquele frio que era alí tão só no seu olhar

que estando lá não era são

aquele olhar que azul vazio

longe de qualquer compreenção.

Depois de beijada aquela face agora esconde-se

da boca que ria e agora longe…

do desespero comun dos que se perderam

daqueles que como ela amaram…

e morreram.

Refazendo a cena do escuro silêncio sentido do som

à margem de um rio que não corria

a sua voz que mesmo sem frio tremia

coroando a morte como único dom.

E me trazia beijos, aquela falha carcaça a me corromper

e me roubava os medos, sem que eu pudesse saber

e me tocou indecente, inocente e senssata a pouco

e se demorou sorridente, nas partes mais quentes do meu corpo.

À noite quando dormia, sonhava com a morte

perdida por entre as árvores da floresta confusa

os gritos interiores de tua boca muda

me abandonaram à própria sorte.

E vôou natural com a brisa

aquele mantra triste e forte

chorando pelas árvores caídas

abandonadas no fundo do bosque.


1 Comentário até o momento
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Influenciado talvez pelo texto seu a reséito das bruxas e etc tendo a crer que foi uma delas que seduziu o Eu deste poema

Comentário por Marco Antonio




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