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Aquele frio que era alí tão só no seu olhar
que estando lá não era são
aquele olhar que azul vazio
longe de qualquer compreenção.
Depois de beijada aquela face agora esconde-se
da boca que ria e agora longe…
do desespero comun dos que se perderam
daqueles que como ela amaram…
e morreram.
Refazendo a cena do escuro silêncio sentido do som
à margem de um rio que não corria
a sua voz que mesmo sem frio tremia
coroando a morte como único dom.
E me trazia beijos, aquela falha carcaça a me corromper
e me roubava os medos, sem que eu pudesse saber
e me tocou indecente, inocente e senssata a pouco
e se demorou sorridente, nas partes mais quentes do meu corpo.

À noite quando dormia, sonhava com a morte
perdida por entre as árvores da floresta confusa
os gritos interiores de tua boca muda
me abandonaram à própria sorte.
E vôou natural com a brisa
aquele mantra triste e forte
chorando pelas árvores caídas
abandonadas no fundo do bosque.
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Influenciado talvez pelo texto seu a reséito das bruxas e etc tendo a crer que foi uma delas que seduziu o Eu deste poema
Comentário por Marco Antonio Dezembro 29, 2008 @ 7:09 pm