Voz
Março 20, 2008, 3:22 am
Arquivado em: Sem-categoria, poema

 

Sua voz.

feriu o oxigênio á minha volta,

secando toda possibilidade

de um dia após o outro,

que nunca esteve lá.

Sua voz

de anjo ferido,

matando toda e qualquer possibilidade

de beleza

que poderá existir um dia em mim.

Sua voz

da qual não me lembro,

e que no entanto

não sai de mim,

Sua voz

que

         voava pela tarde.

Foi quando cheguei

           e vi você,

        que não estava lá

     pra sempre

    e nunca mais.

 foi quando vi você,

e a sua voz se perdeu de mim,

pra nunca mais ser pra sempre.