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Em seu olhos
Uma presença estranha,
talvez uma secular lembrança.
Sua voz distorcida
pelo vento incenssível na noite efêmera,
entoando nuances lúgubres;
melódica dor.
E quando não, um toque, atiçando seu desejo,
evocando presenças suntuosas
perdidos na frenética ilusão das luzes noturnas
rápidas
fortes
pulsantes
uma desleal confusão de cores fatídicas
e você.
Que me abraçou na extremidade de uma lacuna
perdida no vão do tempo,
ou uma rua,
de lâmpadas esmaecentes,
embriagados pelo prazer que a alegria traz.
Formas indefinidas pairam no ar sufocante da escuridão.
Serão nossos sonhos?
Recriminados?
Futilizados?
Desconexos?
Fadados a um fim banal?
Ainda há uma possibilidade tênue de que retornes,
Mesmo que depois e se vá como a noite,
com seu rosto semi-lunar,
corrompido de torpes açoites.

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E se um dia retornar, que vivamos o momento de consolar as fundas feridas em baixo-relevo que cada um carrega em sua alma. Parabéns pelo poema.
Comentário por Marco Antonio Dezembro 29, 2008 @ 5:55 pm