A Velocidade e os perfumes confusos no ar antes da morte.
Junho 25, 2008, 12:36 am
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Em seu olhos

Uma presença estranha,

talvez uma secular lembrança.

Sua voz distorcida

pelo vento incenssível na noite efêmera,

entoando nuances lúgubres;

melódica dor.

E quando não, um toque, atiçando seu desejo,

evocando presenças suntuosas

perdidos na frenética ilusão das luzes noturnas

rápidas

fortes

pulsantes

uma desleal confusão de cores fatídicas

e você.

Que me abraçou na extremidade de uma lacuna

perdida no vão do tempo,

ou uma rua,

de lâmpadas esmaecentes,

embriagados pelo prazer que a alegria traz.

Formas indefinidas pairam no ar sufocante da escuridão.

Serão nossos sonhos?

Recriminados?

Futilizados?

Desconexos?

Fadados a um fim banal?

Ainda há uma possibilidade tênue de que retornes,

Mesmo que depois e se vá como a noite,

com seu rosto semi-lunar,

corrompido de torpes açoites.


1 Comentário até o momento
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E se um dia retornar, que vivamos o momento de consolar as fundas feridas em baixo-relevo que cada um carrega em sua alma. Parabéns pelo poema.

Comentário por Marco Antonio




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