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Sua voz.
feriu o oxigênio á minha volta,
secando toda possibilidade
de um dia após o outro,
que nunca esteve lá.
Sua voz
de anjo ferido,
matando toda e qualquer possibilidade
de beleza
que poderá existir um dia em mim.
Sua voz
da qual não me lembro,
e que no entanto
não sai de mim,
Sua voz
que
voava pela tarde.
Foi quando cheguei
e vi você,
que não estava lá
pra sempre
e nunca mais.
foi quando vi você,
e a sua voz se perdeu de mim,
pra nunca mais ser pra sempre.
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ME DEVOLVE ESSE DESESPERO
QUE FERE ATÉ A PRÓPRIA DOR
ME DEVOLVE TUDO QUE FAZ PARTE
DAQUILO QUE NUNCA FOI AMOR.
TEU TEMPO
TUA ANGÚSTIA
TUE DESTINO
ME REBUSCA,
NÃO CHOVEU AMANHÃ,
E O DIA FOI FELIZ,
VC NÃO ME VIU CHEGAR
E MORREU POR QUE QUIS.
NADA CHOVEU SEM VC,
QUANTA DOR E PAZ
NADA CHOVEU SEM VC,
É O QUE VC ME FAZ.
TUDO FUGIU POR UM TRIZ,
QUANDO NADA ACONTECEU.
NADA CHOVEU SEM VC
E O TEMPO SE PERDEU,
QUANTAS TONELADAS DE TREVAS
VC ESCONDEU EM SÍ
PRA DEIXAR DE CHOVER
PRA ME DEIXAR SÓ AQUI.
QUANTOS DIAS ESCUROS
VC ESQUECEU,
E FOI PRA LONGE DE MIM
E NADA EM VC CHOVEU…
ELE OLHAVA PARA O NORTE
QUERENDO VOLTAR
NADA EM VC CHOVEU
SÓ SEU SOPRO PELO AR.

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O teu rosto aceitável
Por detrás da tela fria de luz
Quanto pavor e paz.
Teu olhar entrecortado
A própria desgraça me traz
Que a eternidade me aprisionasse
No instante em que tocasse os lábios de Tielve,
Que a vida se dissipasse
em um segundo de teu afago.
Quanta vida te daria,
E até a morte entregaria
Por um milésimo de teu toque.
Quando teu sorriso existe
Por traz do vidro impessoal,
Sinto que a eternidade é só um passo,
Perto de ter sem final…
Mas quando teu sorriso se disperssa
Esmaecendo devagar
Junto a sala escurecida
Desligo a tv,
E retorno ao inferno da minha vida.
Arquivado em: poema

Aquele frio que era alí tão só no seu olhar
que estando lá não era são
aquele olhar que azul vazio
longe de qualquer compreenção.
Depois de beijada aquela face agora esconde-se
da boca que ria e agora longe…
do desespero comun dos que se perderam
daqueles que como ela amaram…
e morreram.
Refazendo a cena do escuro silêncio sentido do som
à margem de um rio que não corria
a sua voz que mesmo sem frio tremia
coroando a morte como único dom.
E me trazia beijos, aquela falha carcaça a me corromper
e me roubava os medos, sem que eu pudesse saber
e me tocou indecente, inocente e senssata a pouco
e se demorou sorridente, nas partes mais quentes do meu corpo.

À noite quando dormia, sonhava com a morte
perdida por entre as árvores da floresta confusa
os gritos interiores de tua boca muda
me abandonaram à própria sorte.
E vôou natural com a brisa
aquele mantra triste e forte
chorando pelas árvores caídas
abandonadas no fundo do bosque.